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Infidelidade Conjugal: O Que Dizem As Estatísticas?

   Infidelidade Conjugal: O Que Dizem As Estatísticas?

(Divulgação)

Nos últimos dias, muito se viu na imprensa e nas redes sociais debates sobre infidelidade conjugal. "O" drama causador de medo, fascínio e fofoca. O enredo que desperta uma tenacidade que ao casamento só resta invejar. E o que dizem as estatísticas? 

Dados da pesquisa Mosaico 2.0, atualizada em 2016 pela psiquiatra Carmita Abdo coordenadora Projeto Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP apontaram que 50,5% dos homens e 30,2% das mulheres admitiram terem sido infiéis. Na tese de doutorado da Patrícia Scheeren, também de 2016, sobre comportamentos de infidelidade em homens e mulheres, é possível observar que os maiores níveis de infidelidade ocorrem do segundo ao quinto ano de relacionamento, e esses níveis foram esvanecendo conforme o relacionamento ía em frente. Além disso, existem algumas diferenças entre homens e mulheres na experiência de infidelidade: homens vêem a distância da companheira como uma variável vulnerabilizante, e as mulheres vêem o fato de estar em um ambiente de trabalho que propicia a interação como um fator que vulnerabiliza.

Estudos americanos apontam que 40% dos homens divorciados e 44% das mulheres divorciadas reportam contato extraconjugal sexual durante o casamento. Por lá, a infidelidade configura-se como a segunda maior causa de divórcios para mulheres e terceira maior causa de divórcios para homens. A infidelidade pode ser entendida como um motivo frequente das conflitivas conjugais e é considerado um dos três assuntos mais difíceis de tratar na prática clínica. Difícil, mas não impossível. Era muito comum chegar no consultório casais em que as mulheres estão super queixosas com o relacionamento, insatisfeitas e que os homens não estão tanto assim, talvez porque essa questão da relação de amor para a mulher seja muito importante, seja um alicerce muito estruturante para satisfação dela no relacionamento. Mas hoje existe até tecnologia para retirar casais que se encontram na "desgraçolândia" em função da infidelidade conjugal.

 

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