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Por Que Cuidar Da Marca Empregadora É Essencial Em 2021?

   Por Que Cuidar Da Marca Empregadora É Essencial Em 2021?

Em 2020, as empresas tiveram que se reinventar e acelerar mudanças - e é preciso se preparar para mais desafios neste ano

(Divulgação)

A maioria das empresas ainda tem muita dificuldade de falar sobre a importância de investir em estratégia e no posicionamento da sua marca empregadora – provavelmente,muitas delas têm desafios de contratar e reter talentos e não os superará tão cedo.

Mas como levar este tema adiante?

Quais são os problemas que cada negócio precisa resolver?

Qual é o tipo de reputação que as pessoas têm de como é trabalhar em determinada empresa?

Para Caio Infante, vice-presidente regional (LATAM) da Radancy e um dos co-fundadores da Employer Branding Brasil, trabalhar a marca empregadora é mais desafiador que parece. “Muitas empresas acreditam ainda que a combinação entre a foto do kit onboarding e alguns posts aleatórios nas redes sociais são suficientes para isso – e isso porque,em tempos de pandemia, não temos as queridinhas feiras de universidade pontuais’”, brinca Caio.

Por mais bonito que seja e por mais que esteja na moda, quantos candidatos perguntam em um processo seletivo: “Como é seu kit onboarding?”. Kits bonitos e coloridos não é uma ação de marca empregadora, assim como fazer posts nas redes sociais. “Qual é a imagem de marca que um candidato tem quando visita as redes sociais de uma empresa? Olhe agora os últimos 5 ou 10 posts da sua empresa ou da empresa onde você trabalha. Verifique a periodicidade. Cheque, também, se eles contam histórias da empresa. Depois, avalie se você se sentiria atraído a se candidatar nesta empresa e, pensando como candidato, veja o que entende sobre como é trabalhar ali”, reflete Caio.

Quanto às feiras de universidades e de carreiras, canceladas em 2020, por mais impactantes que sejam, elas são apenas oportunidades de contato de 2 ou 3 dias com potenciais talentos. E os outros 363 dias do ano, como a empresa se comunica com seu público? Quais são as ações e o tipo de comunicação que ela faz antes de cada participação nestes eventos? Além do brinde descolado, o que fazer com as pessoas que vão conhecer o estande da empresa? Quais são as histórias para se contar? E como garantir que, ao sair do estande com um brinde maneiro, a pessoa vai considerar trabalhar para aquela organização? E mais: depois da feira, como continuar esta conversa, monitorando e construindo uma relação?

Seguir estes pontos fazem parte, sim, de fazer employer branding, mas Caio ressalta a importância de levantar algumas outras questões importantes para 2021 consideradas itens de sobrevivência para qualquer empresa de qualquer porte ou segmento de atuação:

Diversidade

Muito se fala sobre diversidade hoje em dia, mas será que as empresas investem mesmo no tema, têm um ambiente preparado e histórias (e números) que mostram que a prática vai além do discurso? Se a resposta for “Sim” para estas perguntas, segundo Caio, as próximas perguntas são: “Será que os colaboradores destas empresas sabem e sentem isso?”; “Eles sentem orgulho e divulgam por aí estas iniciativas de diversidade?”; “E os candidatos,conseguem enxergar isso?”; “Em quais canais isso é divulgado com qual frequência?”; “Como se mede o sucesso destas iniciativas?”; “Com quem a empresa se compara e o que a concorrência tem feito a respeito sobre o assunto?”.

Tecnologia

Durante muito tempo, todo mundo acreditava que ter um videogame no ambiente de trabalho era o grande diferencial para um talento de tecnologia escolher determinada empresa para trabalhar. Depois, foi a vez do trabalho remoto. Desde o ano passado, estão todos em casa (e jogando videogame), então, nestes novos tempos, por que uma pessoa da área de Tecnologia escolhe determinada organização para trabalhar e permanecer nela? Como se diferenciar em um mercado tão competitivo? O que torna único o desafio ou o ambiente que a empresa oferece? Onde a companhia conta suas histórias? Será que não se está fazendo o mesmo que a concorrência, e rezando para um candidato responda aquela inbox? E se o tema for Mulheres na Tecnologia, como se diferenciar? Quais (e quantas) histórias para contar? Em quais meios? 

Transformação Digital

No último ano, muitas empresas tiveram que se reinventar e acelerar mudanças tanto de modelos de negócios como de formatos de trabalho e gestão de pessoas. A cultura e a comunicação sofreram bastante, assim como a marca empregadora. As perguntas são: “A organização estava preparada para passar por tudo isso e tinha os melhores líderes para enfrentar o último ano?”; “Perdeu-se grandes talentos para a concorrência neste processo?”;

“Não se conseguiu atrair os melhores candidatos?”; “A empresa virou o ano e estas perguntas continuam sem resposta?”.

Segundo Caio Infante, estes são apenas algumas respostas que uma marca empregadora forte e estruturada precisa ter na ponta da língua, sempre com a consciência de que construir a reputação de uma empresa leva tempo. “São anos para construir uma marca.

Pense em qualquer marca (empregadora ou não) e no tempo você ouve falar sobre ela ou a consome. A resposta não são 2 semanas ou 3 meses.  Estratégia, foco, segmentação,consistência e frequência são algumas palavras chaves para trabalhar com employer branding,e tudo isso é praticado há anos pelas maiores marcas do planeta, mesmo elas sendo conhecidas e, até de certa forma, desejadas. Ou você acha que Disney, Facebook, Apple e Netflix não investem em marca empregadora por serem conhecidas e desejadas por muitos?”,brinca Caio. Segundo ele, employer branding é essencial e importante para todos, inclusive para os já estabelecidos e amados pelo público consumidor.

Sobre Caio Infante

Caio Infante é formado em Publicidade e Propaganda pela ESPM e com MBA em Gestão Internacional pela University of Technology, em Sidney, Austrália. Com carreira profissional desenvolvida nas áreas de Negócios das agências de propaganda do País e do exterior, atuou também no site Trabalhando.com como diretor Comercial e de Marketing chegando a Country Manager da operação. Desde o início de 2017 Caio está na Radancy, onde seu conhecimento por marca empregadora cresceu exponencialmente e hoje ocupa o cargo de vice-presidente regional da agência, mantendo contato com alguns dos maiores nomes mundiais do tema. Caio Infante também é um dos co-fundadores da Employer Branding Brasil, a maior comunidade sobre marcas empregadoras, com mais de 25 mil seguidores.

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