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Pesquisa revela que sobreviventes do Coronavírus têm risco maior de morte

  Pesquisa revela que sobreviventes do Coronavírus têm risco maior de morte

Curados da Covid-19 têm chance 59% maior de morrerem durante os 6 meses depois da infecção, diz estudo, 'Covid longa'.

(Divulgação)

O Brasil está um caos no sistema de saúde, mais de 3 milhões de mortos devido às complicações da Covid-19, em 24 horas, recordes e recordes têm sido superados corriqueiramente desde o início da pandemia, em fevereiro de 2020. Famílias se dizimando e muita gente preocupada com o "ganha pão" diário da casa.

Diante desse cenário, temos, até o momento, 7,69% da população vacinada com as duas doses, o que equivale a 16.279.037 milhões. Temos também, aqueles que foram curados da doença e suas complicações, sendo hoje, mais de 9 milhões de sobreviventes do vírus no país. Dentro desta contagem, com uso de dados do Departamento de Assuntos Veteranos dos Estados Unidos, recentemente foi realizada a pesquisa intitulada, “Covid Longa”, onde consta que as pessoas que foram infectadas pela doença e se recuperaram, tem 59% de chances a mais de morrer dentro dos 6 meses após contrair o Novo Coronavírus.

Além da pesquisa que foi publicada há pouco tempo pela Revista Nature, o estudo diz também que os indivíduos têm sofrido uma série de problemas de saúde após o período de recuperação da infecção. Sequelas no sistema respiratório, dores musculares, anemia, mal-estar, fadiga, distúrbios metabólicos, distúrbios gastrointestinais, distúrbios de saúde mental, entre outras compilações, são alguns dos inúmeros sintomas apresentados ao longo dos meses por pacientes que foram diagnosticados com a Covid.

O pesquisador, Ziyad Al-Aly foi o condutor do estudo. Conforme ele informou à agência de notícias, Bloomberg, a internação por Covid-19 é apenas a ponta do iceberg. "Estamos começando a ver um pouco abaixo do iceberg, e é realmente alarmante". De fato, é uma patologia incerta e que pode acarretar em inúmeras consequências, gerando até mesmo, o óbito, como tem acontecido diariamente no Brasil e no mundo. 

Segundo o Nefrologista e Especialista em Clínica Médica, Luís Trindade, até o momento, não há um termo estabelecido para descrever a condição lenta e persistente em indivíduos com sequelas duradouras da Covid-19. “Síndrome Pós-Covid”, “Covid longa”, “Covid persistente” e “Covid prolongada” são alguns termos utilizados. "Sintomas, sinais ou parâmetros clínicos anormais que persistem duas ou mais semanas após o início da Covid-19, não justificados por outras causas e  que não retornam a uma linha de base normalmente podem potencialmente ser considerados efeitos a longo prazo da doença”.

Ele ainda ressalta que existem publicações médicas em que estima-se que 80% dos pacientes que foram infectados com SARS-COV-2  desenvolveram um ou mais sintomas de longo prazo. Os cinco sintomas mais comuns foram fadiga (58%), dor de cabeça (44%), transtorno de atenção (27%), perda de cabelo (25%) e dispneia (24%)”.

Cloroquina X Chá de camomila

O assunto, “cloroquina cura o previne a covid” é um dos mais pesquisados no Google e falados nos consultórios médicos. Mesmo sendo comprovado cientificamente que o medicamento não é eficaz no tratamento do Coronavírus e muito menos, imuniza o ser humano contra esta enfermidade, parte da sociedade insiste nessa equivocada ideia, prejudicando aqueles que realmente necessitam do uso contínuo desse e outros medicamentos.

De acordo com o Nefrologista, “as sociedades brasileiras de infectologia, terapia intensiva e pneumologia se uniram no ano passado para publicar uma diretriz sobre tratamento farmacológico de coronavírus e concluíram: “até o momento, NÃO há intervenções farmacológicas com efetividade e segurança comprovada que justifique seu uso de rotina no tratamento da COVID-1. Sugerimos NÃO utilizar cloroquina ou hidroxicloroquina de rotina no tratamento da COVID-19.”

“A sensação de estar diante de um inimigo desconhecido e desarmado nos leva a crer que estamos em desvantagem e precisamos fazer algo diferente. Estamos usando um antimalárico (cloroquina), um antibacteriano (azitromicina) e um anti parasitário (ivermectina) para combater um VÍRUS!!! Só isso já bastaria para duvidarmos da eficiência destas medicações. Quando saímos do achismo e testamos as nossas hipóteses através de estudos clínicos, quase sempre nos frustramos com os resultados que nos confirmam a ineficácia destas drogas”, elucida o especialista.

Ele ainda reitera sobre as pesquisas ineficazes a respeito dessas medicações. “Nenhum desses estudos conseguiu demonstrar que aquele remédio foi a causa da cura da doença. Continuemos nossa luta para achar uma boa arma nesta guerra e sejamos resilientes. Enquanto isso, preferir tomar chá de camomila do que cloroquina, azitromicina ou ivermectina parece ser uma melhor alternativa. É calmante, barato e não causa arritmia ou parada cardíaca”.

Fonte: Luís Gustavo Trindade é médico especialista em Clínica Médica e faz parte do corpo clínico da rede Mater Dei de Saúde. Possui título de especialista em nefrologia pela Sociedade Brasileira de Nefrologia. Possui especialização em transplante renal pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).


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