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 LITERATURA 



‘’EU ESCREVO PARA TODAS AS IDADES‘’  Marcos Brando




Foto: Arquivo pessoal

 '' O fato de ter aprendido no teatro que criança é o público mais sincero me fez ver neste público um desafio''

O escritor Marcos Brando, é mestrando pela UFBA (Universidade Federal da Bahia) no curso de Mestrado Profissional em Educação, graduado em Pedagogia pela UFES (Universidade Federal do Espírito Santo), pós-graduado em Docência do Ensino Superior e pós-graduado em Informática na Educação, nasceu em Vila Velha ES, ator, escritor de peças de teatro. Autor do projeto Rádio Recreio da Escola Estadual Daniel Comboni no município de Ecoporanga-ES e da Rádio BM na escola municipal Benedita Monteiro de Ecoporanga-ES, Fundou a ALME – Associação Literária do Município de Ecoporanga e é autor dos livros As Razões das Pedras, A Fada de Algodão e Autografando Destinos.

 

JOACLES COSTA:  POR QUE VOCÊ DECIDIU ESCREVER PARA CRIANÇAS?

Marcos Brando: Na verdade eu escrevo para todas as idades, porém o fato de ter aprendido no teatro que criança é o público mais sincero me fez ver neste público um desafio; este desafio me deu muito prazer, pois tão logo iniciei minha carreira na educação a aproximação com as crianças me fazia mergulhar em um mundo com linguagens que elas me apresentavam, seria quase visualizar “João e Maria” de Chico Buarque, mas nos meus livros, mesmo infantis, o adulto consegue ser atingindo, no livro A Fada de Algodão, por exemplo, quando uma das crianças joga uma bolinha de papel na outra, para o público infantil é apenas uma brincadeira que provoca risos, mas para os adultos é uma situação retirada de um contexto político do nosso país.

 

JOACLES COSTA: QUAIS SÃO AS SUAS INSPIRAÇÕES NA HORA DE ESCREVER UM TEXTO?

Marcos Brando: Falar sobre inspiração é algo um pouco complexo pra mim, pois no meu processo de escrita eu vou fazendo anotações de ideias que surgem quando estou absorto; isso acontece quando estou sozinho ou mesmo quando estou rodeado de pessoas; após algumas ideias eu sento para escrever daí pra frente o controle da situação deixa de ser apenas meu, pois as personagens ficam fervilhando em minha cabeça e enquanto eu não as vou colocando na história e dou prosseguimento a escrita o diálogo que travo com elas não para; isso é fantástico, sinto falta deste processo quando termino um livro, sinto saudade das personagens. Meu último livro, por exemplo, a ideia surgiu quando estava embarcando para Europa com minha família, e lá, algumas vezes minha filha me chamou atenção por eu estar distraído ao andar nas ruas, mas na verdade eu apenas estava ocupado com a organização das ideias e os diálogos que já travava com as personagens.

 

JOACLES COSTA: QUAL DOS TEUS TEXTOS MAIS TE DEFINE?

Marcos Brando: Todos os meus textos tem muito de mim, seria quase que responder qual dos meus filhos eu gosto mais, tanto meus livros infantis quanto os romances trazem mensagens através das personagens que eu gostaria de dizer, então escolher um que mais me define é cortar uma parte de mim ou apagar uma parte de minha história, pelo menos por enquanto não consigo ter um texto que me defina, nem mesmo uma personagem que poderia usar como maior referência, já me perguntaram se os meus romances são autobiográficos, afirmo que não, são apenas histórias que surgiram e eu e as personagens fomos nos envolvendo e assim se transformou em livro, apenas conto as histórias, não as vivo e não as vivi, eu acho.

 

JOACLES COSTA: A ÁREA DA PEDAGOGIA TE DEU ALGUMA INSPIRAÇÃO PARA ESCREVER?

Marcos Brando: Sim, um dos meus textos que foi transformado em teatro no final da década de 90 (O Choque no recreio), por exemplo, tratava da troca de lugar entre uma aluna e uma professora depois de um choque, naquele texto foi o meu trabalho de educador que me deu inspiração para escrever aquela peça, mas além daquele texto observo que a minha forma de escrever acaba tomando contornos pedagógicos, no que se refere a busca de uma forma de escrever que não torne a leitura enfadonha.

 

COMO A ESCRITA DA POESIA SE REVELOU NA SUA VIDA DE ESCRITOR?

Marcos Brando: Não sou um escritor de poesia, mas quando criança me aventurei a compor músicas, então as letras de músicas eram na verdade poesia, mas estou longe de ser um escritor de poesia, nos livros infantis eu faço as poesias que são músicas cantadas pelas personagens, mas a escrita destas acontece no momento em que estou envolvido na história e a cena pede aquela música, então acaba acontecendo de forma natural.

 

QUAL O SEU MELHOR CONSELHO PARA QUEM QUER ESCREVER?

Marcos Brando: Quando eu entrei em sala de aula para ministrar aula não gostei do meu primeiro ano como professor; estava seguindo as orientações que me deram, tomei uma atitude para o ano seguinte, decidi que daria aula da forma que eu gostaria que dessem pra mim, foi muito bom, me tornei um professor referência naquela época; dito isso, meu conselho para quem quer escrever é escrever do jeito que gostaria de ler, assim você pode tornar sua escrita muita mais prazerosa para quem lê.

 

Título: Autografando Destinos    

Autor: Marcos Brando    

Ano: 2020

Preço: R$  57,86

Editora: Amazon

Onde Comprar: https://www.amazon.com.br/Autografando-Destinos-Simon-Cloud/dp/B08M8HF7PP/ref=tmm_pap_swatch_0?_encoding=UTF8&qid=&sr=

Contato no Instagram: https://www.instagram.com/marcosbrandoescritor/

 

O que você está lendo no momento?

Acabei de lei “Triste Fim de Policarpo Quaresma” de Lima Barreto, mas vou começar uma releitura de “Feliz Ano Velho” de Marcelo Rubens Paiva, pois li este livro na minha adolescência e gostei muito naquela época.

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