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Roberto Jefferson profere uma série de colocações homofóbicas

 
Reproduzimos aqui a fala do Sr. 

Denisson D'Angelis, 

atual  Dirigente da

 ONG Instituto CÉU Estrela Guia


Sou brasileiro, eleitor e como cidadão, honro os meus  compromissos perante a sociedade e, sem a presunção de defender um dos "lados" contidos na discussão polarizada levantada pelo Sr. Roberto Jefferson, como Sacerdote, ouvi incrédulo as acusações ao STF, onde ele sente-se confortável em proferir falas preconceituosas, intolerantes e criminosas. Assim, como representante de diversas minorias por ele atacadas, sinto-me na obrigação moral e religiosa de posicionar-me. 

Em uma oratória que falaciosamente diz defender a democracia, falha na mesma intensidade que fere diretamente o princípio da laicidade assegurado na constituição Federal de 1988.



Ainda sobre os equívocos criminosos contidos na declaração, vale ressaltar o uso da palavra "Despacho", que de acordo com o dicionário da língua portuguesa, trata-se de um substantivo masculino referente a uma decisão ou nota de autoridade pública que aposta em petições, requerimentos etc. 

Termo esse popular e erroneamente relacionado à oferendas feitas dentro das religiões de matriz africana, inclui-se a Umbanda. 


Como religioso, adepto de Umbanda me vejo na obrigação de corrigir a fala preconceituosa, criminosa e infeliz do senhor Roberto Jefferson. 

Preconceituosa pois relaciona de forma pejorativa e intolerante práticas religiosas a decisões políticas. Criminosa, pois além da prática da intolerância religiosa, o Sr. Roberto Jefferson profere uma série de colocações homofóbicas. 

E infeliz pois creio queassim como o praticado em inúmeras religiões que pregam a evolução do espírito, tal qual Umbanda, a evolução é inerente ao ser humano sendo ele passível de erros, tais como os presentes na infeliz, preconceituosa e criminosa fala do Sr. Roberto Jefferson.








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