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Cardiômetro: quase 290 mil pessoas já morreram por doenças cardiovasculares no Brasil em 2021

  Cardiômetro: quase 290 mil pessoas já morreram por doenças cardiovasculares no Brasil em 2021

Crédito CMOS Drake


O contador não para de rodar. O Cardiômetro, ferramenta criada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), contabiliza o número de mortos por doenças cardiovasculares no Brasil. Ele aponta que, até o meio de setembro, já foram quase 290 mil mortos em 2021. E a média de óbitos por dia mostra que, até o fim do ano, serão mais 110 mil vítimas pelo mesmo motivo no país.

Segundo a SBC, são mais de 1.100 mortes por dia – uma média de 46 por hora ou uma a cada 90 segundos. As estatísticas servem de indicadores, mas evidentemente não são os números os responsáveis pelas mortes. O problema é a falta de equipamentos adequados em locais estratégicos, como observa Marco Antônio Marques Félix, geriatra e especialista da CMOS DRAKE, fabricante de desfibriladores cardíacos, com atuação no mercado há mais de 30 anos.


“A velocidade com que o Cardiômetro registra uma nova morte apenas expõe a falta de preocupação da sociedade com a realidade dos cardiopatas. Esse número poderia ser significativamente menor se houvesse um desfibrilador dentro dos condomínios e em lugares públicos como academias, empresas, praças e outras regiões onde há circulação de pessoas”, avalia.

 

O médico considera difícil presumir o percentual de mortes que poderiam ser evitadas por ano com base nos dados da SBC. Dependeria, segundo ele, do grau de conscientização das pessoas. “Também ocorrem mortes em locais públicos, mas a grande maioria dos óbitos, 86% deles, acontecem dentro das residências. Se boa parte das residências, ou pelo menos dos condomínios, tivessem um DEA e algum familiar ou vizinho preparado para usá-lo ainda nos primeiros minutos, o número de mortes por doenças cardiovasculares se resumiria aos casos inevitáveis”, explica o especialista.

 

DEA é a sigla popular do Desfibrilador Externo Automático, aparelho que consegue fazer o diagnóstico precoce e automático de quem está sofrendo com uma arritmia cardíaca. A partir da análise, o equipamento aplica, se necessário, uma corrente elétrica que reverte a arritmia. Além da eficiência, seu uso é simples, intuitivo e seguro, e é imprescindível para ajudar a aumentar as chances de sobrevivência e reduzir as sequelas do paciente até a chegada do socorro médico.

 

“Considerando que a grande maioria das pessoas que morrem por um mal súbito não estão nos hospitais, mas em casa, onde raramente há um desfibrilador, poderíamos dizer que o DEA é uma solução caseira de grande potencial de salvação. A parada cardiorrespiratória envolve um tempo bastante curto – o socorro precisa acontecer em até 10 minutos no máximo -, e, na maioria esmagadora dos casos, o socorro não é capaz de chegar a tempo”, avisa o médico da CMOS DRAKE. “Quando a população começar a se preocupar com isso, os índices de mortalidade serão reduzidos substancialmente”, prevê Marco Antônio.

 

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