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Já ouviu falar sobre a doença de Paget dos mamilos? Fique atenta a esse raro câncer

          Já ouviu falar sobre a doença de Paget dos mamilos? Fique atenta a esse raro câncer


Dermatologista Dani Menezes fala sobre sinais da DPM, doença rara que acomete mulheres dos 60 aos 70 anos

Divulgação


A doença de Paget da Mama é um raro tipo de câncer que atinge o mamilo e a aréola. A doença corresponde a cerca de 0,4% a 5% dos cânceres de mama e é comumente encontrada em mulheres na faixa-etária dos 60 aos 70 anos de idade, raramente atingindo homens.

Dos casos da doença de Paget, 80 a 90% estão associadas ao carcinoma ductal in situ ou ao carcinoma ductal invasivo. A patologia conhecida pela sigla DPM, foi descrita pela primeira vez no ano de 1877 por Sir James Paget, médico britânico.

Como forma de trazer conhecimento e incentivar as mulheres com o autocuidado, a médica dermatologista Dani Menezes fala sobre a doença que, apesar de atingir um número baixo de mulheres, precisa de atenção.

Dra. Dani Menezes explica que a doença é um raro tipo de câncer de mama que acomete unilateralmente o mamilo ou a aréola, simulando uma dermatite eczematosa crônica (alergia). “Ela ocorre predominantemente em mulheres, existindo raros exemplos em homens. É incomum antes da quarta década de vida e frequente entre a quinta e a sexta década”, frisa.

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A principal diferença da doença de Paget para outros cânceres de mama está na apresentação. A especialista pontua que na DPM os sintomas se iniciam na pele do mamilo ou aréola, enquanto em outros cânceres de mama, geralmente, a apresentação é com um ou vários nódulos intramamários.

Segundo a dermatologista, o principal sintoma da DPM é o prurido e afirma destaca que o início da doença pode acontecer de meses a anos, o que a torna insidiosa. “Esse aparecimento ocorre por meio de uma pequena lesão crostosa; ligeira mudança da cor da região do mamilo; assintomática ou com leve prurido; ardência e/ou sensação de queimação”,

Dra. Dani acrescenta que a lesão é persistente e gradualmente aumenta, podendo ficar avermelhado e aparecer uma descamação que lembra uma alergia. “Com a evolução, notam-se alterações importantes no mamilo como ulcerações e retração”, destaca.

Para o processo de cura da doença, é muito importante o diagnóstico precoce, Dra. Dani Menezes ressalta que o tratamento é realizado com cirurgia, quimioterapia e radioterapia como qualquer outro câncer de mama.

Em relação ao aspecto de como o mamilo fica durante o período da doença, de acordo com a dermatologista, em fases avançadas forma-se uma placa ovalada bem delimitada na aréola, com bordas irregulares, descamativas e crostosas. “Se as crostas forem removidas, deixam uma superfície avermelhada, úmida e exsudativa, muitas vezes de aspecto vegetante. Pode ocorrer metástases para linfonodos”, complementa.

A dermatologista alerta as mulheres que, para este tipo de doença, ainda não existem formas de prevenção, e salienta que o diagnóstico precoce é o mais importante. “Deste modo, a pessoa que está apresentando algum sintoma, como coceira, descamação, dor ou queimação e alterações na tonalidade dos mamilos deve procurar um médico para avaliação”, finaliza.

Fonte : (Wandel Cerqueira | Assessoria CRIATIVOS).

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