TOP TV WEB

Quem somos hoje?

 




Cada um de nós trás os aspectos masculino e feminino dentro de si, símbolos do pai e a mãe que se uniram e nos geraram.

Quando estão equilibrados e se completando, o masculino pensa e faz para que o feminino sinta e se expanda.
Na família o masculino constrói a casa e busca o alimento simbolizando que é o provedor da segurança externa, enquanto que o feminino dá afeto e acolhe as emoções simbolizando que é o cuidador da segurança interna. 
Desde os tempos pré-históricos os homens saíam para caçar e afugentavam as feras, enquanto as mulheres reuniam os filhos em torno de si. Depois os homens começaram a cuidar de rebanhos e plantar seu alimento e a mulher continuou sendo a força de união da família. Cada um em sua função, se completando, nenhum maior nem menor que o outro.
Contudo vieram as guerras. Os pastores e lavradores viraram soldados convocados a lutar em conflitos que duravam anos. Na sua ausência a família precisava sobreviver. Então as mulheres assumiram a dupla função de cuidar da segurança interna e externa da família, suprindo a ausência dos homens. Eles guerreiros que lutavam para vencer o inimigo, elas guerreiras que lutavam para manter a família. Esses arquétipos se fortaleceram ao longo de séculos e milênios na história da humanidade e hoje estão consolidados no inconsciente coletivo.
Mas quando as guerras terminam e os sobreviventes voltam para casa, os homens já não tem mais uma clareza de função na família, pois alguém está no seu antigo papel de provedor da segurança externa. 
Mulheres fortes, que “são pai e mãe”, que “tudo podem”, excluem o homem da família.
E a verdadeira motivação interna do ser humano está em se sentir útil e saber que tem um valor, que é apreciado. Quando sabemos que aquilo que fazemos tem uma utilidade e é valorizado sentimos paz, leveza e confiança. Por outro lado, quanta raiva produz a sensação de inutilidade? Quanto medo temos de nos tornar desnecessários? Quanta revolta pode sentir alguém que se torna descartável?
Na guerra os homens tinham função sendo violentos e agressivos. Então talvez inconscientemente usem a violência e a agressividade para demonstrar seu valor. Só que essas características são usadas no lugar errado e de forma inapropriada (família, comunidade, etc).
No fundo, a agressividade e o distanciamento afetivo de muitos homens é uma consequência de sua própria percepção inconsciente de inutilidade e desvalorização na família e na sociedade.
E além disso há a pressão do inconsciente coletivo de que os homens são violentos e insensíveis.
Por outro lado, aquele suporte emocional do feminino já não existe mais. 
Ninguém pode focar 2 coisas ao mesmo tempo. 
Ao passar a fazer o papel do homem, o que realmente ficou relegada foi a segurança interna da família, o acolhimento, a afetividade, o equilíbrio sustentável das emoções.
Nós todos, homens e mulheres, chegamos aos dias atuais com nossos símbolos masculino e feminino interno em grande desequilíbrio, retratado numa sociedade com homens e mulheres igualmente polarizados e intolerantes.
Oque acha de tudo isso??

@biabuenojornalista

Post a Comment

Postagem Anterior Próxima Postagem